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A Visão Das Plantas Acampamento Abandonado Na Praia Grogue Quebrou Um Coco Deitou-se Na Tenda May 2026

Abandono, ciclos e a linguagem silenciosa da natureza num acampamento desfeito. Introdução

A tenda estava vazia. Dentro, apenas uma esteira úmida e uma lanterna sem pilhas. Alguém tinha ido embora às pressas ou, talvez, lentamente, como se o lugar já não fizesse mais sentido. A areia já começava a invadir as laterais da lona.

Imagino que ririam primeiro. Para elas, a tenda é uma casca doente, uma membrana que um humano estica entre gravetos para se esconder do vento que as plantas tanto amam. Abandono, ciclos e a linguagem silenciosa da natureza

Se os coqueiros pudessem falar, o que diriam sobre aquele acampamento?

E sobre o humano que se deitou na tenda e se foi: "Ele veio procurar silêncio, mas não se atreveu a ficar. Deitou-se, ouviu o nosso ritmo — as raízes a sugar, as folhas a transpirar, o crescimento invisível — e assustou-se. Porque o verdadeiro abandono não é deixar uma tenda na praia. É não conseguir descansar sem deixar rasto." Alguém tinha ido embora às pressas ou, talvez,

Mas as plantas não têm esse drama.

Cheguei à Praia do Grogue quando a maré começava a encher. O vento sul trazia aquele cheiro de sal e mato molhado. O que me chamou a atenção, a meia distância, não foi a beleza crua do lugar, mas uma mancha de cor vibrante contra a areia escura: uma tenda azul-marinho, meio desabada. Para elas, a tenda é uma casca doente,

Depois, olhariam para o coco quebrado e diriam: "Vêem? Finalmente cumpriu o seu destino. Caiu, partiu-se, alimenta o chão. Ao contrário do vosso plástico e das vossas lonas, o nosso fruto não insulta a terra quando morre."